Belezas Imaginárias – Antropologia do corpo e do parentesco

A beleza desempenha um papel em nossas relações e naturalmente é delicado abordar esse tema. Aquele que aceita a aventura corre o risco de ser acusado de racismo ou preconceituoso, pelo simples fato de revelar as consequências de uma desigualdade fundamental. No entanto, poderia ocorrer que, no fundamento das sociedades humanas, imponha-se a necessidade de regular nossas reações emocionais (medo, raiva, desgosto, alegria) a fim de que cada um, para além do desejo, encontre seu lugar na sociedade, como ele comenta sobre o estudo no Brasil:

“A classe média se fortalece, permanecendo, todavia, numa situação frágil com um dúvida sempre pairando sobre a perenidade de sua condição. Então, para consolidar se o consumo deve ser ostensivo: os ricos trafegam em 4×4 e as mulheres com porte vaidoso descobrem seus corpos definidos, firmes e malhados pela utilização intensiva de body-building, como devessem distanciar-se dos outros corpos, aqueles das classes populares, depreciados, por serem vistos como flácidos e moles, e que em sua opinião, testificam a falta de vontade”.

Pierre-Joseph Laurent explica que a beleza, tanto nas sociedades consuetudinárias como nas sociedades modernas, estabelece uma hierarquia entre as pessoas que deve ser controlada para permitir a vida coletiva. O livro descreve as instituições que regulam a beleza, seja no dormitório misto dos Muria, no matrimônio, pela cirurgia plástica ou pela incorporação virtual de um avatar em um jogo na internet, ou citando o filósofo Lévi-Strauss que aborda o temo ‘de diversidade física das mulheres” ou na Antiga Grécia:

“Existe, portanto, certa tensão entre beleza e matrimônio: e não é bem entendido por acaso. Assim, constatar que essa tensão é expressa desse moderno no contexto da Grécia Antiga, permite acrescentar um esclarecimento essencial.   Há evidencias que os homens gregos levaram bem longe o uso do corpo da mulher como objeto de seu prazer, sem consideração pelo prazer dela. O compor da mulher parece como um envelope obrigado a ser belo ao serviço da sedução e da satisfação da sexualidade masculina. Mulher–objeto que se resume muito bem ‘o lugar do corpo feminino na relação sexual (Brulé, 2001, p 130)”

No término de um percurso inédito, o autor retoma os traços da identidade humana sobre a base de uma articulação completamente assumida entre a antropologia sociocultural e a teoria de evolução, no cenário de uma antropologia fundamental em consonância com os avanços disciplinares e interdisciplinares mais recentes.

PIERRE JOSEPH LAURENT é professor de antropologia. Após estudos de agronomia, orienta-se para a sociologia e a antropologia. Desenvolve suas investigações em Burkina Faso e em Cabo Verde. Dirige o Laboratório de Antropologia Prospectiva da Universidade Católica de Louvain. Membro da Academia Real de Ciências da Bélgica desde 2011.

LIVRO: Belezas Imaginárias – Antropologia do corpo e do parentesco

Título Original: Beautés Imaginaires – Anthropologie du corps et de la parenté

Autor: Pierre-Joseph Laurent

 Editora Ideias & Letras

Tradução: Newton Aquiles Von Zuben

 Páginas: 416

 Formato: 16 x 23

ISBN: 978-85-65893-33-6

Categoria: Antropologia e História

Nicolau Kietzmann Goldemberg
DGNK Assessoria de imprensa
nicolau@dgnk.com.br
11 98273-6669/ 3042-3111

www.dgnk.com.br

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