Reinventando o capital/dinheiro de Rose Marie Muraro

Reinventando o capital/dinheiro

de Rose Marie Muraro

 

Estamos vivendo um período de crise econômica internacional. As notícias sobre os problemas que atingem, principalmente, a Europa e os Estados Unidos estão presentes nas manchetes diárias dos principais jornais do mundo. O que vai acontecer? Qual será a saída para essa crise que atinge até mesmo os países mais ricos? Como nós brasileiros seremos atingidos?

Em Reinventando o capital/dinheiro a escritora e pensadora Rose Marie Muraro oferece aos leitores, leigos em economia, uma leitura simples e direta sobre a história do capital/dinheiro, das crises econômicas, e nos fala sobre a ligação estrutural entre economia e política, indicando um novo caminho através de práticas inovadoras, com mudanças estruturais que transformem o capital/dinheiro, hoje concentrado e prepotente, em moeda circulante, transmissora de poder de compra e meios de vida para toda a população, mediante a democratização do poder de criar dinheiro. Como fazer isso? Abolindo a taxa de juros, geradora de riqueza fictícia, especulação e corrupção e investindo pesado em educação.

Rose Muraro mostra como está ocorrendo a transição entre o sistema capitalista e o novo sistema que a era da informação exige, assim como a situação entre economia e ecologia. E, de uma forma positiva e corajosa, aponta como é possível mudar a lógica da economia, do estado, das culturas e, principalmente, a lógica monetária, criando o dinheiro sustentável e solidário.

Moedas complementares, bancos comunitários, microcrédito e novas formas de governança serão os grandes instrumentos capazes de acabar com a desigualdade da humanidade inteira.

A leitura de Reinventando o capital/dinheiro desmistifica o complicado mundo da economia e nos faz pensar que é possível mudar o panorama de crise atual se investirmos em valores sociais que possibilitem a criação de um novo paradigma, onde o altruísmo, a cooperação, a reciprocidade e a consciência ecológica ganhem lugar de destaque.

Sobre a autora:

Rose Marie Muraro é escritora e editora. Escreveu mais de 35 livros que venderam mais de dois milhões de exemplares (incluindo os menores) e editou 1.600 livros em toda a sua carreira. Foi durante 17 anos diretora editorial da Editora Vozes, juntamenete com Leonardo Boff. No início dos anos 1970, nasceram nas mãos de ambos aqueles que vieram a ser os dois mais importantes movimentos sociais do século XX: O Movimento de Mulheres e a Teologia da Libertação, graças aos livros que publicaram. Por isso, foram afastados de seus cargos em dezembro de 1986.

A partir de 1990, foi diretora da única editora dedicada ao gênero na América Latina, a Editora Rosa dos Tempos, tendo como sócias Laura Civita, Ruth Escobar, Neuma Aguiar e a Editora Record. Isso durou até fins do ano 2000. Entre seus livros está sua autobiografia, Memórias de uma mulher impossível (RT, 1999), uma das três únicas autobiografias de mulheres da História do Brasil.

A sociedade civil aceitou seu trabalho controverso. Foi indicada nove vezes como Mulher do Ano por várias Instituições e duas vezes como uma das mulheres do século (Revista Desfile, 1990, 1999).

Em 1992, recebeu pela União Brasileira de Escritores o título de Personalidade Intelectual do Ano. Recebeu também a medalha de ouro do Palácio do Planalto, em 1987; a medalha Tiradentes em 1996; e a medalha Pedro Ernesto em 1998.

É conferencista internacional, tendo dado palestras em mais de quarenta universidades nos Estados Unidos da América.

No Brasil, fez conferências em várias estatais, ministérios, em sindicatos patronais e de trabalhadores, universidades etc.

No dia 2 de janeiro de 2006, foi publicado no Diário Oficial da União a Lei 11.261, que a nomeou Patrona do Feminismo Brasileiro. Essa lei passou por todas as instâncias da Câmara e do Senado e foi sancionada pelo Presidente da República, em 30 de dezembro de 2005.

No mesmo ano, seiscentas universidades norte-americanas compraram exemplares de cinco de suas obras para seus departamentos de Estudos Latino-americanos e Estudos da mulher.

Em 2008, recebeu o Prêmio Bertha Lutz, concedido pelo Senado Federal.

Atualmente, vem dedicando-se ao Instituto Cultural Rose Marie Muraro, fundado em 2009, e que funciona em um imóvel cedido pelo Patrimônio Histórico da União. O instituto, inclusive, já apresentou projetos ao BNDES, Petrobras, Ministério da Cultura (Lei Rouanet), Ministério da Mulher e outros.

 

REINVENTANDO O CAPITAL DINHEIRO

Autor: Rose Marie Muraro

Editora: Idéias & Letras

Páginas: 256

Edição: 1ª

Ano: 2011

ISBN: 978-85-7698-0

Preço:R$25,00

A assessoria de imprensa mantém um blog com todas as informações assim como os lançamentos: http://www.editoraideiaseletras.wordpress.com ou para conhecer mais títulos nos http://www.ideiaseletras.com.br .

 

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3 respostas para Reinventando o capital/dinheiro de Rose Marie Muraro

  1. Rufino Almeida disse:

    Em primeiro lugar gostaria de esclarecer que minha pesquisa não foi para saber sobre feminismo X machismo, porque basta ter um mínimo de sensibilidade e educação para perceber que qualquer gênero de dominação é a parte mais sórdida das relações humanas. Li uma longa entrevista de Rose Muraro e destaquei apenas dois enfoques, concordando que a mulher é, salvem-se as excessões, consumidoras compulsivas. Discordo que a mulher seja pacifista e não faça a guerra. Não fazia quando não tinha poder. Hoje as mulheres estão ingressando em massa nas Forças Armadas, não para serem modelos, mas guerreira, porque a profissão de soldado é matar. Nesta visita ao Instituto, encontrei a notícia do Livro Reinventando o Capital Dinheiro. Gostaria de comprá-lo. Pode ser encontrado nas livrarias de Belém?
    Agora vamos ao prncipal objetivo desta postagem. No início da década de 80 participei de uma da palestra da Feminista Rose Marie Muraro, na Associação de Moradores de Agostinho Porto, RJ. Na época eu já ensaiava meus primeiros passos na íngrime estrada da literatura, com uma modesta participação nas Coletâneas Anuário de Poetas do Brasil e Escritores do Brasil, organizado pelo saudoso Aparício Fernandes. Levei um exemplar, entreguei pessoalmente, mas foi como se caisse em mãos de gelo. Semanas depois, ouvi uma de suas entrevista à uma rádio. Escrevi uma carta, mas nunca lhe enviei. Em 2007, já residindo em Belém, editei pela Editora Paka-Tatu, Belém, PA, o livro Quaterno, composto de Crônicas, Contos, Cartas e Discursos, onde incuí a referida carta. Gostaria de fazer o livro chegar às suas mãos. Mas, enquanto não acontece, transcrevo-a neste espaço.
    CARTA A UMA FEMINISTA.
    Ao ouvir sua entrevista a uma emisora de rádio do Rio de Janeiro, me transportei par a palestra que você proferiu na Associação de Moradores de Agostinho Porto, em 1983, onde eu era um dos presente. Não participei ativamente dos debates para não tomar a vez de pessoas menos esclarecidas sobre o assunto em discussão, além de já ter opinião formada sobre o secular problema Machismo X Feminismo. Entretanto, acho importante voltar ao tema, baseado no seu depoimento à radio, embora não saiba se você está interessada na opinião de quem quer que seja. Na qualidade de cidadão interessado na humanização da nossa sociedade, sou um ardoroso defensor do direito de igualdade entre homens e mulheres. Igualdade justa e fraterna, sem esse feminismos tirano que fere frontalmente os mais elementares preceitos de amor ao próximo e transforma radicalmente a coexistência em acirrada luta por inversão de valores. Tal feminismo é tão nefasto quanto o machismo que eterniza pela força a divisão dos sexos em opressores e oprimidos. É preciso que as vozes das consciências evoluídas repitam em uníssimo coro que homens e mulheres são complementos indispensáveis entre si no milagroso do processo de preservação e evolução da espécie.
    Você afirmou na entrevista que é difícil educar os homens. Há, entretanto, uma razão lógica para tal, uma vez que quem é mal educado só poderá evoluir através das mães e professoras com melhor educação, ou seja, quando as mulheres souberem educar seus filhos a partir da amamentação.
    Gostaria de esclarecer a propósito da modesta cortesia que tentei fazer naquela ocasião oferecendo-lhe meu livro. Eu quis tão somente patentear uma identificação entre nós, por entender que, quando duas pessoas têm algo nobre em comum, se torna mais fácil a consolidação de um ideal inspirado naquela qualidade. Entretanto, a indiferença com que você recebeu o livro sem ao menos abri-lo para saber de quê e de quem se tratava, deixou-me a nítida impressão de que o desino seria a lata de lixo, por puro preconceito de autora que se sente no topo da pirâmide e pode discriminar que ainda tentava um lugar ao sol.
    Minha confreira, enquanto o egocentrismo predominar e uma grande parcela dos ditos intelectuais estiver procupada apenas em vender livros e se tornar capitalista, nosso ideal de igualdade não passará de mera utopia e a guerra dos sexos, infelizmente, será cada vez mais exacerbada.
    Rio de Janeiro, RJ,1984.
    Rufino Almeida. (07 Livros publicados nos gêneros Poesias, Crônicas, Contos e o Romance Quatro Caminhos. Entre tais, dois Infantos Juvenil)
    (Fotógrafo, Poeta, Escritor e Triatleta)

    • Rufino Almeida disse:

      Grato pela pela atenção à minha mensagem (Carta a Uma Feminista).
      Desejo a resposta sobre se há em Belém, o Livro Reinventado o Capital Dinheiro. Gostaria de comprá-lo, mas não pela internete.
      Atenciosamente,
      Rufino Almeida.

  2. Antonio Teixeira Nascimento disse:

    “A criação de um novo paradigma, onde o altruísmo, a cooperação, a reciprocidade e a consciência ecológica ganhem lugar de destaque.”

    Se não me engano e mais ou menos isso que as revoluções socialistas propuseram, e o resultado ja conhecemos. “ah… mais agora vai ser diferente!” como vivemos no mundo real, não acredito nesta hipotese, vou ficar com democracia e o liberalismo economico ate que a social-democracia consiga acabar com ele (espero que demore) eo “Reino da Justiça seja instalado”

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