Convite para lançamento do livro Filosofia Moral Contemporânea do Prof. Da PUC Campinas dia 18 de maio na livraria Cultura

Convite para lançamento do livro Filosofia Moral Contemporânea do Prof. Da PUC Campinas dia 18 de maio na livraria Cultura do shopping Center Iguatemi – Av Iguatemi,777 – Campinas.

O livro demonstra o pensamento de um dos principais filósofos do mundo moderno, Ortega y Gasset, sob a ótica de autores ligados à chamada Escola de Madri é o objetivo desta obra. A intenção é usar como referência a elaboração de noções estruturais sobre temáticas éticas, por meio do pensamento de autores como García Morente, Recaséns Siches, Julián Marías, Aranguren e Maria Zambrano. Considerados discípulos intelectuais de Ortega y Gasset, esses pensadores ajudam o leitor a entender os modelos de reflexão sobre a ética e a moral.

Sobre o autor:
Arlindo Ferreira Gonçalves Jr. é docente da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, instituição onde se graduou em Psicologia e Filosofia e realizou Mestrado em Filosofia. Na Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro, defendeu seu doutorado também em Filosofia, especializando-se no pensamento ibero-americano.

Dados Técnicos:
FILOSOFIA MORAL CONTEMPORÂNEA
A contribuição dos herdeiros de Gasset y Ortega
Autor: Arlindo Ferreira Gonçalves Jr.
Editora: Ideias & Letras
Preço: R$35,00
Páginas: 136
Edição: 1ª
Ano: 2012
ISBN: 978-85-7698-138-1

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Perguntas a um Psicanalista

O livro escrito pelo psicanalista Roberto Girola, radicado em São Paulo, traz de uma forma séria, mas acessível a todos, principalmente aos leigos, muitos esclarecimentos sobre dúvidas do cotidiano, com uma fórmula simples: Pergunta e resposta. O conteúdo foi retirado de anos escrevendo para um jornal com tiragem nacional.

O livro está dividido em Comportamento, Vida Amorosa e Sexualidade, Pais e Filhos, com 109 textos, como O Medo, Síndrome do Pânico, O Perdão, Amor Proibido, Compulsão Sexual, Homossexualismo, O Trauma do Aborto, Bater na Criança é uma forma de Educá-la?, Gravidez Indesejada etc.

Perguntas a um psicanalista é destinado ao grande público e Girola acredita que pode ajudar as pessoas a buscar o apoio de um profissional, se for o caso, e evitar olhar superficialmente para seus problemas como afirma:

“Embora escrito em linguagem acessível à maioria das pessoas, medianamente instruídas, não é um livro de autoajuda. Evitei com cuidado a expectativa do leitor que pedia ‘conselhos’. Meu objetivo foi ajudá-lo a ‘pensar’, no sentido de ampliar sua percepção da realidade externa e de seu mundo interno”.

Mesmo carregado de simplicidade na formulação da linguagem psicanalítica, para quebrar o paradigma desse tipo de leitura, que normalmente é muito intelectualizada, o autor teve de ter um alto nível de conhecimento para chegar à fórmula do livro, conforme discorre sobre a importância entre leitura e leitor:

“Recentemente, Maria Rita Kehl (psicanalista, ensaísta, crítica literária) publicou um texto sobre a desnecessidade de escrever de forma complexa. Trata-se de uma elitização desnecessária do saber, que apenas satisfaz o ego do autor. Escrever torna-se de alguma forma o seu ‘gozo’. Escrever é uma forma de comunicação, é uma ponte que é lançada entre o emissor de uma mensagem e seu receptor. Obviamente, no meio desse caminho acontecem vários fenômenos, como ensina a Teoria da Comunicação, mas não por isso devemos complicar ainda mais o que já por si só é complicado, pois onde duas pessoas se encontram, quatro estão presentes (o autor, seu inconsciente, o leitor e seu inconsciente)”.

Sobre o autor:

Nascido na Itália, na cidade de Turim, em um bairro operário, quatro anos depois do fim da 2ª guerra, Roberto Girola sempre foi fascinado pelo dom que o ser humano tem de transformar e dar vida, mesmo nas situações mais absurdas.

Agora, aos 61 anos, percebe que foi guiado por um sutil fio condutor, que o levou inicialmente a estudar Teologia, abraçar a vida religiosa e deixar a terra para ir a países desconhecidos, onde se deparou com um cenários de barbárie, morte e violência. Viveu em tempos obscuros da ditadura Argentina e também como religioso passou pelo Nordeste do Brasil, até perceber que seu caminho era outro. Optou por seguir uma vida normal, como “leigo”, dando aulas e trabalhando em projetos sociais na área da saúde, enquanto se formava em Filosofia. Também passou pelas principais editoras católicas brasileiras e depois pela mídia televisiva. Atualmente é psicanalista e colunista de jornais. www.robertogirola.com.br

Dados técnicos:

Perguntas a um psicanalista

Autor: Roberto Girola

Editora: Idéias& Letras

Preço: R$ 35,00

Páginas: 312

Edição: 1ª

Ano: 2012

ISBN: 978-85-7698-139-8

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Entrevista com o Roberto Girola, autor do livro Perguntas a um Psicanalista

Por que decidiu escrever sobre o tema?

Existe certo preconceito nos meios psicanalíticos sobre a necessidade e a possibilidade de se “divulgar” a experiência do inconsciente fora do setting analítico. Não concordo com essa opinião e acredito que o inconsciente está presente no dia-a-dia das pessoas e que a percepção de suas “atuações” é fundamental para que possamos pelo menos “desconfiar” de sua existência, mesmo que somente o processo analítico nos permita entrar em contato emocional com a sua complexa realidade.

 Qual é a principal ideia que o leitor terá ao acabar de ler o livro?

À diferença do primeiro livro “A Psicanálise cura?”, que é uma introdução à Teoria Psicanalítica, Perguntas a um não é monotemático. Por ser composto de vários textos que nasceram de perguntas dos leitores de um jornal, aborda diferentes temas, relacionados à vida cotidiana ou, em alguns casos, à complexidade do viver contemporâneo. Creio que ao completar sua leitura o leitor perceberá que o inconsciente transpassa o nosso cotidiano de várias formas e torna impossível pautar a nossa existência em uma visão reduzida do mundo e dos outros.O livro é resultado de uma tese ou de um estudo?

Sem dúvida o llivro é reusltado de muitos anos de estudo e do atravessamento da teoria psicanalítica pela experiencia clínica com os meus pacientes, meus grandes mestres.Ao escrever o livro, você pensa em atingir algum público específico? Qual?

À diferença do primeiro livro de teor mais acadêmico, Perguntas a um psicanalista se destina ao grande público. Embora escrito em linguagem acessível à maioria das pessoas medianamente instruídas, não é um livro de autoajuda. Evitei com cuidado a expectativa do leitor que pedia “conselhos”. Meu objetivo foi ajuda-lo a “pensar”, no sentido de ampliar sua percepção da realidade externa e do seu mundo interno.

 Ao escrever ‘pequenos capítulos’ em que o leitor não necessita ler em uma ordem, o Sr teve preocupação de escolher ou organizar por alguma prioridade?

Não existe uma prioridade, e nem uma ordem. Aconselho que o leitor siga sua intuição e leia o que o seu inconsciente sugere naquele momento. Uma espécie de livre associação fora do setting analítico.

 Já no início o Sr fala da simplicidade de leitura psicanalítica. Qual é a importância de quebrar o paradigma que esse tipo de leitura deve-se ter um alto nível de conhecimento?

Recentemente Maria Rita Kehl publicou um texto sobre a desnecessidade de escrever de forma complexa. Trata-se de uma elitização desnecessária do saber, que apenas satisfaz o ego do autor. Escrever torna-se de alguma forma o seu “gozo”. Escrever é uma forma de comunicação é uma ponte que é lançada entre o emissor de uma mensagem e o seu receptor. Obviamente no mio desse caminho acontecem vários fenoômenos como ensina a Teoria da Comunicação, mas não por isso devemos complicar ainda mais o que já por si só é comomplicado, pois onde duas pessoas se encontram, quatro estão presentes (o autor, seu inconsciente, o leitor e o seu inconsciente).

 Todos os casos apresentados são verdadeiros?

Sim os casos foram extraídos de minha experiência clínica ou de minha experiência pessoal.

 Quanto tempo foi troca pergunta em respostas no jornal de circulação nacional para que o senhor tivesse vontade de escrever o livro?

Mais de cinco anos. A ideia de publicar o livro foi do meu filho que por um bom tempo me ajudou a revisar os textos antes de enviá-los para o jornal. Um belo dia me disse: “Pai acho que esses textos podem ajudar muitas pessoas porque não os publica em forma de livro?” Ele mesmo me ajudou a selecionar os textos que ele achava mais interessantes e acessíveis.

 O Sr acha que a leitura já é suficiente para ajudar um paciente/leitor a resolver o seu problema?

Não, mas acredito que possa ajuda-lo a buscar a ajuda de um profissional se for o caso e a evitar de olhar superficialmente para os seus problemas.

Qual é parte do livro que o Sr mais gosta ou acha importante? Tem alguma parte curiosa que se deve ter mais atenção?

Prefiro não condicionar o leitor, pois quero que cada um se sinta à vontade para “brincar” com os textos da forma que melhor se adaptar às suas necessidades.

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Convite de lançamento Perguntas ao um Psicanalista em São Paulo 27/04

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Seminário com autor Professor Joseph Knobel Freud do livro Clínica Psicanalítica com Crianças em São Paulo de 2 a 5 de abril/2012

O seminário terá como foco os aspectos da clínica psicanalítica direcionada à Psicanálise com crianças. O Professor Joseph Knobel Freud destaca neste seminário que as expressões infantis são variadas, e que não existe uma maneira exata de interpretá-las, contudo, é necessário aprender os elementos que norteiam o vocabulário cotidiano da criança. Irá destacar também a importância do trabalho com os pais, a interpretação dos sonhos, as brincadeiras, entre outros aspectos. Joseph Knobel Freud ressalta no evento a importância de atualizar os conceitos para que se tornem instrumentos adequados no atendimento às crianças na clínica psicanalítica.
O 1º Seminário Clínico Internacional integra uma série de eventos em 2012, antecipando os debates do 3º Congresso Brasileiro de Ludodiagnóstico de 2013.
O Seminário é um evento promovido pela EPPA em parceria com a UNICSUL.

Destina-se a Psicólogos, Psicanalistas, Alunos e Profissionais Interessados na Clínica Psicanalítica com Crianças.
Autógrafo do livro Clínica Psicanalítica com Crianças – Coleção: Psi-Atualidades
a partir das 19h do dia 02 de Abril

Clínica Psicanalítica com Crianças – Coleção: Psi-Atualidades

A coleção Psi Atualidades chega ao 15º volume com um tema insipiente e desafiador da psicanálise, a criança. A partir da clínica, os autores desenvolvem e aprofundam essa especialidade que faz a psicanálise de crianças, uma das aplicações mais difíceis da clínica psicanalítica. A demanda e as primeiras entrevistas, o processo diagnóstico, o trabalho com os pais, o enquadre, a interpretação dos sonhos, das brincadeiras da criança e do desenho, a transferência e o fim da análise são os temas tratados neste livro.

Desde os primórdios, a psicanálise de crianças tem apresentado certas marcas que a fizeram diferente. Essas marcas foram delineando a silhueta de uma especificidade. As crianças se expressam de múltiplas maneiras. Nos exemplos tratados no livro estão as inovações teóricas de Winnicott e Klein; o primeiro se separa muito cedo da posição do segundo e, mais do que se interessar pelos fenômenos de estruturação interna da subjetividade, se interessa pela relação do sujeito com seu ambiente, e em especial e primordialmente a mãe.

Os autores demonstram que as expressões infantis são variadas, e que não existe uma maneira exata de interpretá-las, contudo é necessário aprender os elementos que norteiam o vocabulário cotidiano das crianças. Abordam também o trabalho com os pais, a interpretação dos sonhos, as brincadeiras, entre outros aspectos. A obra é indicada para aqueles que desejam se aprofundar no difícil ofício da psicanálise com crianças, com destaque particular para as novas abordagens sobre técnica e teoria psicanalíticas do “mundo” da criança contemporânea.

Sobre os autores:

Joseph Knobel Freud
Psicólogo e psicanalista. Membro fundador e docente da Escuela de Clinica Psicoanalítica com Niños y Adolescentes, de Barcelona. Membro da Asociación Espanhola de Historia del Psicoanalisis. Membro da AEN.

María Luisa Siquier
Psicóloga e psicanalista. Membro fundador, docente e Diretora da Escuela de Clinica Psicoanalítica com Niños y Adolescentes, de Barcelona. Membro honorário de Gradiva – Asociación de Estúdios Psicoanalíticos.

Carlos A. Blinder
Médico psiquiatra e psicanalista. Membro fundador e docente da Escuela de Clinica Psicoanalítica com Niños y Adolescentes, de Barcelona. Membro do IPSI.

CLÍNICA PSICANALÍTICA COM CRIANÇAS

Autores: Carlos Blinder, Joseph Knobel e María Luisa Siquier
Editora: Idéias & Letras
Preço: R$ 38,00
Título original: Clínica Psicoanalítica con Niños
Tradução: Lucinéa Scaboro, Sybele de Campos Wassall e Vera Lúcia Monegato
Páginas: 264
Edição: 1ª
Ano: 2011
Coleção: Psi-Atualidades
Vol.: 15
ISBN: 978-85-7698-094-0

Sobre o evento:

PARTICIPAÇÃO
Joseph Knobel Freud
Prof. Dr. José Tolentino Rosa | IPUSP
Profa. Dra. Simone Ferreira Silva Domingues  | UNICSUL

LOCAL DO EVENTO
UNICSUL – Campus Anália Franco
Av. Regente Feijó, 1.295 São Paulo – SP
Auditório Fernando Henrique Cardoso
Metrô Tatuapé (proximidades)

Dias:
2 a 5 de Abril

HORÁRIO DAS ATIVIDADES
Das 18h às 22h

A assessoria de imprensa mantém um blog com todas as informações assim como os lançamentos: www.editoraideiaseletras.wordpress.com ou para conhecer mais títulos nos www.ideiaseletras.com.br .

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Lançamentos de janeiro 2012

HISTÓRIA DO SÉCULO XX
Autor: Mario Curtis Giordani

Do alto de sua vasta experiência como acadêmico nas áreas de Filosofia e Direito, Mario Curtis Giordani retrata de maneira detalhada a história dos fatos que marcaram o século XX. Expõe esses fatos em duas partes distintas, mas que se completam, de modo a contextualizar o leitor, fazendo-o entender a relevância de cada acontecimento no mundo cotidiano.

A primeira parte mostra, em ordem cronológica, os principais acontecimentos de cada nação, apontando personagens relevantes e o papel que desencadearam no rumo histórico.

Na segunda parte, o autor faz uma breve exposição de vários aspectos da evolução da civilização, enfatizando as consequências do progresso científico-tecnológico na vida de diferentes povos ao redor do planeta.

Dados técnicos
Páginas: 1008
Edição: 1ª
Ano: 2012
ISBN: 978-85-7698-119-0
Formato: 16,00 cm x 23,00 cm

RELIGIÃO E JUVENTUDE
Os novos carismáticos

O estudo aqui apresentado percorre a maneira como a vitalidade carismática coloniza a o cotidiano de seus jovens seguidores, vertebrando propostas aparentemente  “estranhas” à juventude, que oscilam da rigidez doutrinal, no campo sexual, a integração das mais avançadas tecnologias e performances musicais.

Numa narrativa fluída, o livro revela insuspeitados mecanismos sociológicos que tecem as tramas do religioso, irrigando o mundo urbano nas grandes cidades. Além disso, o livro de Flávio Sofiati oferece uma compreensão das crises da juventude, em geral, e de suas aspirações religiosas, em particular.

RELIGIÃO E JUVENTUDE
Os novos carismáticos

Autor: Flávio Munhoz Sofiati
Páginas: 280
Edição: 1ª
Ano: 2011
ISBN: 978-85-7698-126-8
Formato: 16,00 cm x 23,00 cm

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Entrevista com a autora Maria de Fátima Costa de Paula sobre o livro Reformas e Democratização da Educação Superior no Brasil e na America Latina

1. Por que decidiu escrever sobre o tema?

Porque o livro foi fruto de pesquisa de pós-doutorado realizado na Argentina, em parceria com o Professor Norberto Fernández Lamarra, grande especialista em política de educação superior na América Latina. A pesquisa que coordeno, com apoio do CNPq, trata do tema “Educação superior e inclusão social na América Latina: um estudo comparado entre Brasil e Argentina”.

2. Qual é a principal ideia que o leitor terá ao acabar de ler o livro?
O livro traz um panorama da educação superior no Brasil e na América Latina, na atualidade, através de renomados autores e especialistas. Aborda as recentes reformas da educação superior na América Latina, em especial, no Brasil e na Argentina, apontando as tendências e os desafios do ensino superior, na contemporaneidade. O livro reúne textos sobre políticas de inclusão, democratização do acesso e expansão da educação superior, trazendo abordagens teóricas sobre o assunto, estudos comparados de casos nacionais e experiências institucionais inovadoras sobre a inclusão na educação superior. A discussão sobre essas inovações indubitavelmente contribuirá para a construção de estratégias e políticas inclusivas no âmbito da educação superior.
3. Por que o interesse por educação na América Latina em tempos atuais?
Porque a América Latina é uma das regiões mais desiguais do mundo e a democratização da educação superior é vista como uma alternativa de inclusão das camadas marginalizadas socialmente na educação e no mundo do trabalho, que requer crescentemente pessoas qualificadas para desempenhar as diversas tarefas requeridas pela sociedade, assim como cidadãos participativos na construção de nações autônomas e soberanas.

4. Como os países da América Latina estão desenvolvendo o ensino superior? E o Brasil?
Cada país da América Latina possui características singulares em relação ao ensino superior. O Brasil é um dos países mais privatizados e elitizados com relação ao acesso à educação superior, quando comparado com outros países do mundo e da América Latina, em particular. Por exemplo, em números aproximados, apenas 15% dos jovens entre 18 e 24 anos estão matriculados na educação superior brasileira, 90% das nossas instituições de educação superior são privadas e 75% das matrículas estão no setor privado. A Argentina possui um equilíbrio entre instituições públicas e privadas de educação superior, com pequeno predomínio das últimas, 75% das matrículas estão no setor público, o acesso ao ensino superior é irrestrito, pois não há um funil seletivo para o ingresso na educação superior, como no caso brasileiro, e cerca de 20% dos jovens entre 18 e 24 anos encontram-se matriculados no ensino superior. No que se refere à taxa bruta de matrícula na educação superior (total da população matriculada, independentemente da faixa etária), no Brasil é de 25% e na Argentina é de aproximadamente 50%, ou seja, o dobro do Brasil, o que caracteriza um sistema massificado. Em países como Cuba e Venezuela, a taxa de matrícula líquida na educação superior (jovens entre 18 e 24 anos) é superior a 50%, sistemas considerados universalizados no que se refere ao acesso à educação superior, segundo a classificação de Trow. No caso da Argentina, embora o acesso à educação superior seja massificado, encontramos problemas consideráveis no que se refere à permanência na universidade, com taxas muito elevadas de evasão ao longo do processo.

5. O crescimento de vagas no ensino superior na América Latina e no Brasil tem garantido uma sociedade mais igualitária?
Embora a expansão das vagas na educação superior seja um fenômeno que abrange a maioria dos países da América Latina, nas últimas décadas, essa massificação do ensino superior não tem garantido a democratização do acesso e da permanência no sistema, ou seja, a expansão tem se dado de forma excludente, através de um processo que uma das autoras da coletânea, Ana María Ezcurra, denominou em seu texto de uma inclusão excludente, pois essa expansão não tem garantido, de fato, a inclusão e a permanência das camadas marginalizadas socialmente, daí a necessidade de políticas de ação afirmativa e de políticas de permanência como distintas modalidades de bolsas para os estudantes carentes.

6. Como foram selecionados os estudos e os textos?
Foram selecionados estudos e pesquisas de autores/especialistas renomados sobre o assunto, do Brasil e da Argentina. Pois vários dos textos selecionados problematizam aspectos relacionados ao processo de massificação da educação superior, que tem reproduzido as desigualdades sociais e, em alguns casos, como no Brasil, tem havido uma hipertrofia dessas desigualdades, sobretudo nos cursos superiores de maior prestígio social, ainda muito elitizados. Há também textos que discutem as recentes propostas de reformas para a educação superior na América Latina e as políticas que têm sido formuladas para a democratização da mesma. Há, ainda, textos que abordam experiências institucionais inovadoras sobre a inclusão na educação superior.

7. Qual seria o melhor caminho para uma plenitude do ensino superior na América Latina?
Necessitamos de um aumento dos investimentos dos Estados nacionais no âmbito da educação superior, com intensificação e aperfeiçoamento das políticas de ação afirmativa e de permanência, com abertura das instituições de educação superior para lidar com uma clientela desprovida de capital social, cultural e econômico. Para incluir as camadas marginalizadas socialmente na educação superior e, por extensão, na sociedade e no mundo do trabalho qualificado e valorizado, não basta o aumento dos investimentos dos Estados nacionais no setor, em especial no setor público de educação superior. É necessária uma postura mais propositiva e inovadora das universidades nessa direção, de forma que as mudanças possam se dar institucionalmente, em escala micro, reverberando e amplificando as políticas concebidas para o setor no âmbito macroscópico (de Estado). Ou seja, é preciso que as mudanças ocorram também de dentro para fora e que as universidades assumam a dianteira nessa relação e não apenas se posicionem de forma reativa às políticas elaboradas nos níveis do aparelho de Estado.
8. Entre os textos do livro, a Senhora acredita que algum tenha maior relevância para criar diretrizes a fim de melhorar o ensino superior no Brasil?
Acho que todos os textos são relevantes, seja do ponto de vista da discussão teórica, seja do ponto de vista da comparação (como o meu, que compara os casos Brasil e Argentina), da discussão de políticas para a educação superior, da apresentação de experiências institucionais inovadoras etc.
A democratização da educação superior continua sendo urgente, inconclusa e à espera de políticas, aportes e soluções que se ocupem em profundidade desse problema, tão importante para o alcance do desenvolvimento humano e da justiça social nos países da América Latina. O livro nos aponta alternativas concretas para esse problema, através de um conjunto de textos que traz um diagnóstico bastante completo da situação latino-americana.
9. Ao escrever o livro, você pensa em atingir algum público específico? Qual?
Especialmente o público universitário e os pesquisadores e estudiosos no assunto.
Contatos com o autor:
Autor: Maria de Fátima Costa de Paula
E-mail: mfatimadepaula@terra.com.br

As informações que estão nesta entrevista se tornarão públicas no blog www.editorasantuario.wordpress.com

Nicolau Kietzmann Goldemberg
DGNK Assessoria de Imprensa
11- 3070-3336

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